<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de China - Pangeia</title>
	<atom:link href="https://pangeia.ufrrj.br/tag/china/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://pangeia.ufrrj.br/tag/china/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 08 Aug 2024 18:20:40 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.3.2</generator>

<image>
	<url>https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2023/10/cropped-icon-pangeia-32x32.png</url>
	<title>Arquivo de China - Pangeia</title>
	<link>https://pangeia.ufrrj.br/tag/china/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>China: a ascensão de uma nova potência mundial no século XXI</title>
		<link>https://pangeia.ufrrj.br/china-a-ascensao-de-uma-nova-potencia-mundial-no-seculo-xxi/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Nov 2023 16:57:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades e Cotidianidades]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pangeia.ufrrj.br/?p=1976</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nos últimos 30 anos, o Mundo observa um crescente avanço da República Popular da China. Esse progresso é constatado em múltiplos elementos, principalmente nos indicadores socioeconômicos e pelo papel geopolítico, cada vez maior, que o país asiático tem exercido na arena política mundial. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), em 2000, o Produto Interno Bruto [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://pangeia.ufrrj.br/china-a-ascensao-de-uma-nova-potencia-mundial-no-seculo-xxi/">China: a ascensão de uma nova potência mundial no século XXI</a> apareceu primeiro em <a href="https://pangeia.ufrrj.br">Pangeia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><a href="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-principal-Bandeira_Porto.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1343" height="900" src="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-principal-Bandeira_Porto.jpg" alt="" class="wp-image-2009" style="aspect-ratio:1.4922222222222221;width:683px;height:auto"/></a></figure></div>


<p>Nos últimos 30 anos, o Mundo observa um crescente avanço da República Popular da China. Esse progresso é constatado em múltiplos elementos, principalmente nos indicadores socioeconômicos e pelo papel geopolítico, cada vez maior, que o país asiático tem exercido na arena política mundial. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), em 2000, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês era de US$ 1 trilhão. Em 2022, esse valor foi para US$ 18 trilhões, colocando o país como a segunda maior economia do planeta. Este é apenas um dado, de vários, que utilizamos para ilustrar tal evolução.</p>



<p>O desenvolvimento, as conquistas e a envergadura geopolítica da China contemporânea são frutos de um profundo processo de reforma política e econômica chinesa entre os anos de 1970 e 1980. &nbsp;As transformações na esfera política e econômica, promovida por Deng Xiaoping, Chen Yun e Zhao Ziyang – figuras importantes do Partido Comunista Chinês (PCCh) –, levaram o país de um comunismo centralizado para o chamado socialismo de mercado. As “modernizações” política e econômica dos chineses, no século passado, permitiram a integração econômica chinesa aos mercados globais através da “política de portas abertas” e a atração de inúmeras empresas estrangeiras para operarem nas chamadas Zonas Econômicas Especiais (ZEEs), inauguradas em 1980. Atualmente existem&nbsp;sete grandes ZEEs (Shenzhen, Zhuhai, Xiamen, Shantou, Hainan, Kashgar e Khorgas) e outras classificadas como Zonas de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico Nacional, Zonas de Desenvolvimento Industrial de Alta Tecnologia, Zonas Piloto de Livre Comércio, <em>State-level New Areas</em>, Áreas Especiais de Fiscalização Aduaneira e Zonas de Cooperação Comercial Transfronteiriças.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><a href="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2023/11/image-12.png"><img decoding="async" width="575" height="407" src="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2023/11/image-12.png" alt="" class="wp-image-1986" style="aspect-ratio:1.4127764127764129;width:666px;height:auto"/></a></figure></div>


<p>A “política de portas abertas” proporcionou, pelo seu modelo de funcionamento, a abertura econômica, a liberalização do comércio exterior, o avanço tecnológico, o desenvolvimento e produção industrial em larga escala e a entrada de investimentos estrangeiros na China. Estes elementos foram importantes para o crescimento estável e organizado, por meio dos Planos Quinquenais, da economia chinesa, assim como, por alçá-la a posição de maior produtora industrial e consequentemente sua maior participação na estrutura econômica mundial ao longo dos séculos XX e XXI.</p>



<p>Desta maneira, na ótica dos dirigentes chineses, um país forte e estável no cenário interno era necessário para a construção de uma política externa robusta que permitisse que a China ocupasse o posto e exercesse o seu poder histórico, pela perspectiva do Confucionismo, de maior Nação do Mundo. A concepção deste desenvolvimento conjunto, dos cenários interno e externo, é a chave para a ideia da “ascensão pacífica” chinesa arquitetada especialmente durante o período da liderança política exercida por Hu Jintao, entre 2003 e 2013.</p>



<p>Tal ascensão pacífica é pautada por dois aspectos básicos: [a] o princípio básico das cinco regras de coexistência pacífica utilizado pela diplomacia chinesa desde meados dos anos 1950; [b] a criação de uma “comunidade de futuro compartilhado global”, onde todas as Nações, independente da sua força e tamanho, podem e devem ter o direito de&nbsp;participar das tomadas de decisões em assuntos de ordem mundial. Na perspectiva chinesa, questões globais não podem e não devem ser pautadas em resoluções feitas por um pequeno grupo de países ou blocos hegemônicos.</p>



<p>Além da coexistência pacífica e da comunidade global com futuro compartilhado, os chineses são adeptos do estabelecimento de acordos de cooperação benéficos para todas as partes envolvidas. Portanto, no último século, conforme a China progrediu internamente com a atração de capital externo, desenvolvimento industrial e o investimento massivo em educação, ciência, tecnologia, moradia e saúde, a demanda chinesa por recursos para atender o mercado externo aumentou significativamente. &nbsp;</p>



<p>Para suprir as necessidades internas, a China utiliza uma audaciosa estratégia geopolítica que é a criação de redes de infraestrutura Mundo afora. Através da chamada “Nova Rota da Seda”, também conhecida por <em>Belt and Road Initiative</em>&nbsp;(BRI) ou 带路 (em mandarim, Yidaiyilu), os chineses têm desenvolvido, mediante a acordos de cooperação, corredores econômicos transnacionais manifestados fisicamente nos territórios por ferrovias, rodovias, portos, gasodutos, oleodutos e outros projetos de energia e transporte que ligam o território chinês a outros territórios fundamentais para atender às suas demandas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><a href="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2023/11/image-13.png"><img decoding="async" width="578" height="433" src="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2023/11/image-13.png" alt="" class="wp-image-1988" style="aspect-ratio:1.3348729792147807;width:678px;height:auto"/></a></figure></div>


<p>Tais corredores, além de fornecerem os recursos necessários e básicos para a produção industrial chinesa, também são utilizados para o escoamento de produtos, fabricados em território chinês, aos principais mercados consumidores do Mundo. Portanto, a China simultaneamente detém uma elevada produção industrial em seu território, que basicamente atende a todos os mercados consumidores, e desenvolve novos circuitos de circulação do capital em que ela não terá o controle total, pois, são estruturas geograficamente posicionadas em outros territórios, mas que ela certamente irá exercer um grande poder.</p>



<p>Desta maneira, o exercício de poder, a contestação e a relevância chinesa no cenário político e econômico mundial atual, são frutos de estratégias desenvolvimentistas meticulosamente pensadas para promover o progresso interno e externo, que devem ter limites, metas e objetivos. Tais estratégias ocorrem, em um primeiro momento, ainda no século XX, com a “política de portas abertas” e o processo de abertura econômica chinesa, abrigando empresas e o capital estrangeiro. Esses métodos de evolução econômico e político são reforçados com ascensão pacífica chinesa e o progresso socioeconômico que o país acumula desde, pelo menos, a primeira década deste século. É esta lógica, de crescimento multiescalar, de respeito à soberania e a promoção de política externa multilateral e pragmática, que garantem à China a sua centralidade cada vez maior no século XXI.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-5 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"></div>
</div>



<ul>
<li><strong>Leituras sugeridas</strong></li>
</ul>



<p>JABBOUR, E.&nbsp;GABRIELLE, A.&nbsp;<strong>China</strong>: o socialismo do século XXI. São Paulo:&nbsp;Boitempo, 2021. &nbsp;&nbsp;</p>



<p>SANTOS, J. C. <strong>China na Ásia Central e a cooperação como código geopolítico</strong>. 2022. 163 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) &#8211; Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica/Nova Iguaçu, RJ, 2022.</p>



<ul>
<li><strong>Sobre o autor</strong></li>
</ul>



<p><em>Jonathan é graduado e mestre em Geografia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.</em><em></em></p>
<p>O post <a href="https://pangeia.ufrrj.br/china-a-ascensao-de-uma-nova-potencia-mundial-no-seculo-xxi/">China: a ascensão de uma nova potência mundial no século XXI</a> apareceu primeiro em <a href="https://pangeia.ufrrj.br">Pangeia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
