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	<title>Arquivo de Gentrificação - Pangeia</title>
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		<title>“Revitalizações” urbanas: para além do embelezamento das cidades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Mar 2024 17:04:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades e Cotidianidades]]></category>
		<category><![CDATA[Gentrificação]]></category>
		<category><![CDATA[Urbanização]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao fazer uma breve análise sobre as principais formas de planejamento das cidades brasileiras e mundiais, constata-se cada vez mais a existência dos projetos de “re-…”&#160;(requalificação, renovação, refuncionalização), sendo o mais famoso o de revitalização urbana. Concomitantemente a imposição desses projetos, ascendem-se muitos questionamentos: quais são suas características gerais e os principais impactos para a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><a href="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-Secundaria-Rio.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1536" height="1024" src="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-Secundaria-Rio.jpg" alt="" class="wp-image-2438" style="aspect-ratio:1.5;width:693px;height:auto"/></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Museu do Amanhã, Zona portuária da Cidade do Rio de Janeiro.</em></figcaption></figure></div>


<p>Ao fazer uma breve análise sobre as principais formas de planejamento das cidades brasileiras e mundiais, constata-se cada vez mais a existência dos projetos de “re-…”&nbsp;(requalificação, renovação, refuncionalização), sendo o mais famoso o de <em>revitalização urbana</em>. Concomitantemente a imposição desses projetos, ascendem-se muitos questionamentos: quais são suas características gerais e os principais impactos para a estrutura urbana e aos habitantes das cidades por eles contemplados.</p>



<p>As revitalizações podem ser definidas como planos urbanos caracterizados por ações pontuais e direcionadas ao embelezamento paisagístico, sendo o tipo mais recorrente entre os programas associados ao chamado “Planejamento Estratégico”. Trata-se da intervenção em áreas urbanas degradadas, especialmente os centros históricos, mediante a recuperação de patrimônios históricos em conjunto com a imposição de uma nova dinâmica econômica, social e cultural ao local.</p>



<p><span style="font-size: revert; text-align: justify; color: initial; font-family: Calibri;">As mudanças em locais específicos da cidade não se limitam a estrutura urbana, já que também influenciam no preço dos imóveis e nas funções desenvolvidas no local, ocasionando o aumento do custo de vida. Nesse contexto, quando não acompanhadas&nbsp;de ações de cunho social – como políticas habitacionais de interesse social – as revitalizações podem gerar alterações quanto as classes sociais que se apropriam da área, seja para moradia ou para o comércio e serviços. &nbsp;Via-de-regra, ocorre a substituição da população mais pobre pela de maior poder aquisitivo: processo esse denominado de </span><i style="font-size: revert; text-align: justify; color: initial;"><span style="font-family: Calibri;">gentrificação</span></i><span style="font-size: revert; text-align: justify; color: initial; font-family: Calibri;">.</span></p>



<p>A existência e ampliação da gentrificação fomenta a consolidação de outro problema urbano: a segregação socioespacial. Assim, passa-se&nbsp;a conferir a cada habitante um&nbsp;lugar na cidade, isso porque é o poder aquisitivo de cada pessoa que vai definir a área da&nbsp;cidade em que ela pode morar. Por isso, percebemos a existência de bairros de ricos, pobres e classe média, fato esse visível pelas condições e tipos de construções e pela presença ou ausência de equipamentos urbanos essenciais para a reprodução da vida.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><a href="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-Secundaria-Barcelona.jpg"><img decoding="async" width="988" height="551" src="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-Secundaria-Barcelona.jpg" alt="" class="wp-image-2439" style="aspect-ratio:1.793103448275862;width:661px;height:auto"/></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Zona portuária de Barcelona, Espanha.</em></figcaption></figure></div>


<p>Chama a atenção que a gentrificação de hoje – originada principalmente pelos projetos de revitalizações urbanas – não se caracteriza como um fenômeno espontâneo das cidades. Na verdade, o processo faz parte de políticas urbanas pensadas e realizadas para transformar algumas áreas específicas das cidades. Tudo isso num cenário de competição entre as cidades que almejam a conquista de novos investimentos e consumidores.</p>



<p>A estratégia de retomada de investimentos em uma área da cidade depende das parcerias público-privadas. O passo inicial é feito pelo poder público, responsável por readquirir o interesse em centros históricos abandonados por meio de ações de melhorias paisagísticas e, muitas vezes, incentivos fiscais. Posteriormente, conta-se com a chegada de empresas privadas, que são estimuladas a&nbsp;se fixarem nessas áreas com o intuito de criar um dinamismo econômico, cultural e social, estimulando&nbsp;o turismo e a formação de um circuito cultural dotado de museus, galerias de arte, bares, restaurantes e cafés. Não à toa, opta-se normalmente pelos centros históricos, locais que sintetizam os valores culturais das cidades.</p>



<p>A imposição de novos usos e funções aos fragmentos urbanos contemplados pelas revitalizações faz parte de uma estratégia urbana articulada e global. São várias as cidades que definem esse tipo de projeto como o mais relevante para o seu progresso. Pode-se afirmar que a gênese dos planos de revitalização ocorreu em Baltimore (EUA), na década de 1970, onde as transformações urbanas caminhavam para a formação de um espetáculo urbano, focando na melhoria da paisagem urbana acompanhada de transformações socioespaciais.</p>



<p>Tal modelo foi se espalhando para outras cidades dos EUA e do mundo, como em Barcelona, Bilbao, Nova Iorque, Buenos Aires e Paris. O caso de Barcelona chama a atenção pelo amplo reconhecimento global; a cidade passou por grandes reformulações para sediar os Jogos Olímpicos de 1992, sobretudo quanto as melhorias de infraestrutura representada pela modernização de sua área portuária.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><a href="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-Secundaria-Salvador.png"><img decoding="async" width="1587" height="880" src="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-Secundaria-Salvador.png" alt="" class="wp-image-2440" style="aspect-ratio:1.803409090909091;width:671px;height:auto" srcset="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-Secundaria-Salvador.png 1587w, https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2024/03/Imagem-Secundaria-Salvador-1536x852.png 1536w" sizes="(max-width: 1587px) 100vw, 1587px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Centro histórico de Salvador, Bahia.</em></figcaption></figure></div>


<p>No Brasil a cidade do Rio de Janeiro foi uma das precursoras&nbsp;na adoção dos programas de revitalizações urbanas. Com influência direta dos planejadores de Barcelona, a cidade incorporou ações de retomada de investimentos em seu centro histórico no início dos anos 1990. Na última década, sob influência dos Jogos Olímpicos Rio 2016, criou-se o seu maior projeto de revitalização: o Porto Maravilha. Cidades como&nbsp;São Luís,&nbsp;Salvador, Curitiba, Santos, São Paulo, Fortaleza também estabeleceram inúmeros programas de revitalização no decorrer das últimas décadas. Aliás, é difícil pensar em uma cidade brasileira – metrópole ou cidade média – que não tenha adotado programas de revitalização, independentemente da região (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul).</p>



<p>Para finalizar, é importante destacar que revitalização não é sinônimo de gentrificação,&nbsp;ou vice-versa, mas que são fenômenos interrelacionados. Entretanto, quando os programas de revitalizações urbanas não são acompanhados de políticas de interesse social, pode-se assistir a uma grande reformulação no público que passa a se beneficiar das mudanças incorporadas ao espaço urbano. Desse modo, uma política de revitalização que seja inclusiva, deve também admitir e criar condições para que diferentes classes sociais e múltiplos usos do espaço urbano sejam possibilitados nas áreas que tornaram-se objeto de intervenção do poder público. De outra maneira, caso tal princípio não seja adotado, tende-se a forçar a saída da população pobre para áreas mais periféricas e/ou degradadas das cidades, onde passarão&nbsp;a conviver, novamente, com a escassez de equipamentos urbanos essenciais para a reprodução de suas vidas.</p>



<ul>
<li><strong><strong>Leituras sugeridas</strong></strong></li>
</ul>



<p>ARANTES, O; VAINER, C. B; MARICATO, E. <strong>A cidade do pensamento único: desmanchando consensos</strong>. Petrópolis: Vozes, 2000.</p>



<p>BIDOU-ZACHARIASEN, C. <strong>De volta a cidade: dos processos de gentrificação às políticas de “revitalização” dos centros urbanos</strong>. Coordenado por Catherine Bidou-Zachariesen com a colaboração de Daniel Hiernaux-Nicolas e Hélène Rivère d’Arc – São Paulo: Annablume, 2006. 294p.</p>



<p>COMITRE, F.&nbsp;&nbsp;<strong>Processo de revalorização da cidade de </strong><strong>S</strong><strong>antos-</strong><strong>SP</strong><strong>: O alegra centro e espaços de resistência</strong><strong>.</strong>&nbsp;2013. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Rio Claro/&nbsp;RJ, 2013.</p>



<p>SÁNCHEZ, F. <strong>A reinvenção das cidad</strong><strong>es para um mercado mundial</strong>. Chepecó: Argos, 2003.</p>



<ul>
<li><strong>Sobre o autor</strong></li>
</ul>



<p><em>Felipe é Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR), campus Pinhais.</em></p>
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