<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de Paisagens - Pangeia</title>
	<atom:link href="https://pangeia.ufrrj.br/tag/paisagens/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://pangeia.ufrrj.br/tag/paisagens/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 12 Aug 2024 19:26:01 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.3.2</generator>

<image>
	<url>https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2023/10/cropped-icon-pangeia-32x32.png</url>
	<title>Arquivo de Paisagens - Pangeia</title>
	<link>https://pangeia.ufrrj.br/tag/paisagens/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O mundo visto por meio dos desenhos ilustrativos</title>
		<link>https://pangeia.ufrrj.br/o-mundo-visto-por-meio-dos-desenhos-ilustrativos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 16:57:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia e Linguagens]]></category>
		<category><![CDATA[Paisagens]]></category>
		<category><![CDATA[Representação espacial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pangeia.ufrrj.br/?p=2652</guid>

					<description><![CDATA[<p>Desde muito cedo, o ser humano faz uso dos desenhos para se divertir, como forma de expressão artística, trabalho, e meio de informação sobre uma grande variedade de temas. Tente se lembrar dos primeiros desenhos que você realizou em sua vida. É provável que recorde de casas, árvores, montanhas, bonecos dos pais, irmãos e amigos&#8230; [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://pangeia.ufrrj.br/o-mundo-visto-por-meio-dos-desenhos-ilustrativos/">O mundo visto por meio dos desenhos ilustrativos</a> apareceu primeiro em <a href="https://pangeia.ufrrj.br">Pangeia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><a href="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-secundaria-1.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="582" height="397" src="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-secundaria-1.png" alt="" class="wp-image-2656" style="aspect-ratio:1.4659949622166246;width:593px;height:auto"/></a></figure></div>


<p>Desde muito cedo, o ser humano faz uso dos desenhos para se divertir, como forma de expressão artística, trabalho, e meio de informação sobre uma grande variedade de temas. Tente se lembrar dos primeiros desenhos que você realizou em sua vida. É provável que recorde de casas, árvores, montanhas, bonecos dos pais, irmãos e amigos&#8230; e para que pudesse representá-los foi necessário utilizar materiais como tinta, lápis, carvão, giz; atualmente, as crianças já dispõem do mouse e canetas digitais, mas a ludicidade desse recurso gráfico-visual continua viva!</p>



<p>Há registros de desenhos desde a pré-história! As cavernas de Altamira, em Santillana del Mar, próximas a Bilbao, na Espanha; e os grandes paredões de rocha no Parque Nacional da Serra da Capivara em São Raimundo Nonato, no sul do Piauí, são exemplos de pinturas conhecidas como arte rupestre, criadas entre seis e 14 mil anos atrás, e representam mensagens, desejos e necessidades do cotidiano daquelas pessoas.&nbsp;</p>



<p>De lá para cá, o desenho evolui em seus traços e propósitos, sendo utilizado em diversos campos do conhecimento humano: arte, geometria, engenharia, topografia, arquitetura, jornalismo, publicidade, entretenimento (quadrinhos, desenhos animados), ensino, entre outros. Na educação, utiliza-se o desenho ilustrativo, mais precisamente, a ilustração científico-didática, que se caracteriza por representações gráficas que possuem fins práticos, ou seja, precisa ser utilitária, tendo a obrigação de comunicar de maneira clara a informação ao seu usuário potencial, ou seja, deve ser eficaz, não permitindo ambiguidades na transmissão da informação.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><a href="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2024/08/Derrubada-de-uma-Floresta_-Rugendas-1827.png"><img decoding="async" width="472" height="401" src="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2024/08/Derrubada-de-uma-Floresta_-Rugendas-1827.png" alt="" class="wp-image-2660" style="aspect-ratio:1.1770573566084788;width:455px;height:auto"/></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Derrubada de uma Floresta, 1835. Johann Moritz Rugendas. Pinacoteca do Estado de São Paulo.</em></figcaption></figure></div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><a href="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-secundaria-Rugendas-1.png"><img decoding="async" width="497" height="342" src="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-secundaria-Rugendas-1.png" alt="" class="wp-image-2668" style="aspect-ratio:1.4532163742690059;width:563px;height:auto"/></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Lagoa das Tretas, 1835. Johann Moritz Rugendas. Coleção Brasiliana Itaú.</em></figcaption></figure></div>


<p>É comum encontrar esses tipos de ilustração em revistas e livros relacionados, por exemplo, as áreas da botânica, astronomia, biologia, medicina, paleontologia, história e geografia.&nbsp;Ao contrário&nbsp;do desenho artístico, que é uma expressão livre, a ilustração possui uma função objetiva de comunicação, trazendo consigo uma relação de dependência mútua entre o texto e a imagem e vice-versa. Caracteriza-se ainda, como um desenho de síntese, e por isso, torna-se um importante recurso para se compreender e explicar conceitos, processos e/ou fenômenos de maneira simplificada e funcional.</p>



<p>No século XIX, a ilustração foi essencial para o desenvolvimento da Geografia Moderna. As expedições&nbsp;artístico-científicas europeias realizadas por viajantes naturalistas para a América, possibilitou a produção de um&nbsp;imenso e minucioso inventário da região com&nbsp;desenhos ilustrativos das formas do relevo e a hidrografia, espécies da fauna e flora, vida social, das etnias e dos costumes do novo continente. Entre os cientistas-ilustradores que desembarcaram no Brasil, dois nomes merecem destaque: o alemão Johann Moritz Rugendas&nbsp;e o francês Jean-Baptiste Debret. Ambos foram&nbsp;diretamente influenciados pelo cientista viajante Alexander von Humboldt, um dos pais da Geografia moderna. Aliás, durante as expedições, a presença de um desenhista na tripulação era indispensável, pois os olhos dos artistas viajantes registravam a paisagem dos lugares visitados. Cada trabalho realizado era uma manifestação artística e, ao mesmo tempo, uma obra criada com o propósito de deixar uma documentação histórico-cultural para a posteridade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><a href="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-secundaria-5-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" width="598" height="314" src="https://pangeia.ufrrj.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-secundaria-5-1.png" alt="" class="wp-image-2669" style="aspect-ratio:1.9044585987261147;width:639px;height:auto"/></a></figure></div>


<p>Além dos registros da paisagem, a geografia ainda utiliza outras técnicas de desenho que proporcionam ilustrações esquemáticas. E nesse caso, citam-se o bloco-diagrama e o perfil. O bloco-diagrama é uma representação em perspectiva de uma parte da crosta terrestre, na qual se pode observar ao mesmo tempo a topografia e as camadas geológicas; enquanto o perfil é uma representação em forma de gráfico de um corte do terreno, apresentando duas escalas: vertical, que representa a maior ou menor ocorrência do elemento descrito (por ex.: relevo, vegetação, áreas de calor, potencial hídrico); e horizontal, que representa o tamanho da distância do terreno representado.</p>



<p>A sociedade contemporânea, mais do que em qualquer outro momento histórico, utiliza exponencialmente as mais variadas imagens como meio de comunicação.&nbsp;Deste modo, cabe pensar em um uso cada vez maior e melhor das ilustrações no campo da educação, inclusive da Geografia; tanto na divulgação dos conhecimentos científicos, quanto em sua utilização pelos professores em sala de aula.</p>



<p></p>



<ul>
<li><strong>Leituras sugeridas</strong></li>
</ul>



<p>SILVA, Ney; VALE, Keila e FERREIRA, Ana Regina. <strong>Arte na Geografia: um ensaio teórico-conceitual</strong>. São Luís: Clube de Autores, 2002, 84 p.</p>



<p>SUETERGARAY, Dirce Maria Antunes.<strong>&nbsp;Terra: feições ilustradas</strong>. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2008.</p>



<p>FIORI, Sergio Ricardo e LUCENA, Rodolpho Willian Alves de. O uso da comunicação visual na Geografia: a ilustração nos ambientes escolar, acadêmico e profissional. <strong>Caminhos de Geografia</strong>, n°. 75, v. 21, p.117-136, 2020.</p>



<p></p>



<ul>
<li><strong>Sobre o autor</strong><strong></strong></li>
</ul>



<p><em>Sérgio é professor do Departamento de Geografia do Instituto Multidisciplinar da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.</em><em></em></p>
<p>O post <a href="https://pangeia.ufrrj.br/o-mundo-visto-por-meio-dos-desenhos-ilustrativos/">O mundo visto por meio dos desenhos ilustrativos</a> apareceu primeiro em <a href="https://pangeia.ufrrj.br">Pangeia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
